
Nos dias 25 e 26 de março, Brasília (DF) sediou a 4ª Reunião do Grupo de Trabalho Técnico de Mensuração, Relato e Verificação (GTT-MRV), no âmbito da CONAREDD+. Ao longo dos dois dias, o grupo reuniu especialistas, representantes do governo, setor privado e organizações para discutir metodologias de certificação de créditos de carbono florestal, com foco na integridade ambiental e nas contribuições técnicas para a implementação do Sistema Brasileiro de Comércio de Emissões (SBCE).
A abertura contou com a participação da Diretora Executiva da Aliança Brasil NBS, Julie Messias, ao lado de Cristina Reis, da Secretaria Extraordinária do Mercado de Carbono, e de outras autoridades envolvidas na agenda.
No primeiro dia, a Aliança contribuiu tecnicamente com a apresentação sobre a aplicação de sistemas de MRV em projetos individuais de carbono, trazendo a perspectiva prática do setor privado em iniciativas de REDD+, ARR e ALM. A abordagem reforçou a importância de considerar experiências já consolidadas no desenho regulatório nacional.
Durante a programação, a Conselheira da Aliança Brasil NBS, Janaina Dallan, participou do painel sobre MRV em programas jurisdicionais e projetos privados, destacando a aplicação dos sistemas de monitoramento, relato e verificação em projetos individuais.
Ao longo dos dois dias de atividades, Janaina esteve ao lado da Diretora Executiva, Julie Messias, e de Tiago Viscondi, da Systemica, ponto focal da Aliança no GTT-MRV da CONAREDD, acompanhando os debates técnicos e os avanços na agenda. Também estiveram presentes representantes de empresas do board da Aliança, como Graciela Tejada, da Geonoma, e João Raphael Gomes, da WWC.
Janaina Dallan destacou:
“Foram dois dias intensos de muita troca e discussões no CONAREDD para avançarmos na construção de um sistema de carbono com alta integridade no Brasil. Incorporar os anos de aprendizado do mercado voluntário em monitoramento, relato e verificação, MRV, é fundamental para ajudar e cooperar na construção conjunta entre governo, setor privado e demais atores.”
O segundo dia foi dedicado a trabalhos em grupo, com foco em temas centrais como adicionalidade, permanência, definição de linha de base e outros aspectos técnicos fundamentais para a consolidação do sistema.
A Diretora Executiva da Aliança Brasil NBS, Julie Messias, reforçou a importância de conectar a regulação às práticas já existentes:
“A discussão sobre MRV precisa partir da realidade já implementada nos projetos. Hoje, o Brasil conta com iniciativas robustas, com metodologias consolidadas, auditorias independentes e alto nível de rastreabilidade. É fundamental que o desenho regulatório reconheça esses aprendizados e construa pontes entre o mercado voluntário e o SBCE, garantindo integridade com escala.”
A participação da Aliança reforça sua atuação na construção de um sistema de carbono com integridade no Brasil, contribuindo com o CONAREDD+, instância responsável por coordenar a implementação da estratégia nacional de REDD+ e promover a articulação entre governo, setor privado e demais atores.




