Aliança Brasil NBS participa de seminário da ABRAMPA sobre mercado de carbono

Aliança Brasil NBS participa de seminário da ABRAMPA sobre mercado de carbono

 

A Aliança Brasil NBS participou, nos dias 16 e 17 de setembro, em Brasília, do seminário Mercado de Carbono no Brasil e o Papel do Ministério Público: Regulação, Integridade e Perspectivas Internacionais, realizado no auditório do Conselho Nacional do Ministério Público (CNMP), em parceria com a Associação Brasileira dos Membros do Ministério Público de Meio Ambiente (ABRAMPA).

A diretora executiva da Aliança, Julie Messias, integrou o painel O Mercado de Carbono no Brasil: Marco Regulatório e Segurança Jurídica, ao lado de Thiago Vasconcellos Barral Ferreira, subsecretário de Implementação da Secretaria Extraordinária do Mercado de Carbono do Ministério da Fazenda; Ana Maria Borges Tomé, da Caixa Econômica Federal; e Newton Pereira Ramos Neto, desembargador federal do Tribunal Regional Federal da 1ª Região. A mesa foi presidida por Gustavo de Souza de Oliveira Victorio, auditor fiscal da Receita Estadual do Maranhão.

O painel discutiu aspectos centrais para o desenvolvimento do mercado de carbono no país, com destaque para o marco regulatório, a segurança jurídica e os desafios institucionais para ampliar a integridade e a escala do setor.

Em sua participação, Julie Messias destacou três mensagens centrais. A primeira foi a necessidade de previsibilidade e segurança jurídica, com regulamentação e aplicação da lei conduzidas de forma coerente, clara e sem preconceitos em relação aos diferentes tipos de projetos e créditos de carbono.

A segunda mensagem tratou da integridade do mercado. A diretora ressaltou que o setor vive uma fase de crescente qualificação dos créditos de carbono, com metodologias, instrumentos de monitoramento e salvaguardas cada vez mais robustos.



“É muito importante ver o Ministério Público aprofundando o debate sobre os mercados de carbono. Esse conhecimento fortalece a atuação institucional, amplia a segurança jurídica e contribui para um mercado mais íntegro”
, afirmou Julie Messias.

 


Por fim, Julie reforçou a centralidade das Soluções Baseadas na Natureza (NBS) na agenda climática e no mercado de carbono. Para a Aliança, as NBS não podem ser preteridas em nenhuma iniciativa governamental relacionada ao tema e devem estar plenamente compreendidas na regulamentação, inclusive nas discussões sobre ITMOs e o Artigo 6 do Acordo de Paris.

A diretora também chamou atenção para os riscos de uma judicialização excessiva do setor. O mercado de carbono é especialmente sensível à reputação e, por isso, eventuais questionamentos devem ser tratados com responsabilidade, base técnica e atenção aos impactos que podem gerar sobre projetos, territórios, investidores e comunidades.

Durante o encontro, a Aliança Brasil NBS, na qualidade de representante do setor privado, colocou-se à disposição para contribuir com publicações e demais materiais que o Ministério Público venha a desenvolver sobre o tema, além de participar de novos debates e eventos.

A avaliação da Aliança é de que o fortalecimento do mercado de carbono no Brasil passa por mais diálogo, troca de conhecimento e construção conjunta entre setor público, setor privado, Ministério Público e demais instituições envolvidas nessa agenda.

 

Nota Técnica da Aliança Brasil NBS sobre análise fundiária e créditos de carbono no SBCE

A Aliança Brasil NBS publica Nota Técnica sobre análise fundiária, due diligence e marcos regulatórios para o reconhecimento de créditos de carbono como CRVEs no Sistema Brasileiro de Comércio de Emissões (SBCE).

O documento consolida os principais aspectos regulatórios relacionados à análise fundiária de imóveis destinados ao desenvolvimento de projetos de carbono no Brasil, considerando as exigências de certificadoras internacionais e os requisitos estabelecidos pela Lei nº 15.042/2024, que instituiu o SBCE.

A Nota Técnica aborda o histórico e os desafios do sistema fundiário brasileiro, os marcos legais aplicáveis, as exigências das certificadoras Verified Carbon Standard (VCS) e Climate, Community & Biodiversity (CCB) e os requisitos relacionados ao SBCE.

A publicação também apresenta os principais elementos a serem considerados em processos de due diligence fundiária, contribuindo para o debate sobre os critérios e informações que devem orientar uma futura regulamentação específica para o reconhecimento de créditos de carbono como CRVEs.

Confira a Nota Técnica completa e aprofunde-se nos aspectos fundiários e regulatórios relacionados ao desenvolvimento de projetos de carbono no Brasil.

 


Women in Carbon na CBCC 2026 fortalece liderança feminina no mercado de carbono

Women in Carbon na CBCC 2026 reforça liderança feminina no mercado de carbono

O encontro Women in Carbon, realizado durante a CBCC 2026, reforçou a importância da presença feminina na construção do mercado de carbono brasileiro. A agenda reuniu mulheres de diferentes áreas do setor, com perspectivas do governo, dos mercados regulado e voluntário e também de quem atua diretamente nos territórios onde os projetos de carbono são implementados.

 


 

“Cada participação, conexão e troca fortalece a nossa rede e mostra a potência de construirmos juntas um espaço de conhecimento, oportunidades e liderança para as mulheres no mercado de carbono”, destacou Camila Monteiro, diretora técnica da TCF Projetos.

 


 

Natália Azevedo de Carvalho, associada sênior do Pinheiro Neto Advogados, destacou a importância da colaboração e da diversidade de experiências para o fortalecimento do setor.

“O encontro do Women in Carbon na CBCC mostrou a força da colaboração, da troca de experiências e da construção conjunta de um mercado de carbono cada vez mais sólido, íntegro e inclusivo no Brasil. Mais do que um momento de conexão, foi uma oportunidade de reconhecer o papel fundamental das mulheres na transformação e no desenvolvimento desse mercado”, afirmou Natália.

 


 

Para Julie Messias, diretora executiva da Aliança Brasil NBS, a realização do encontro dentro da CBCC também mostra como a construção de um mercado de carbono mais forte passa pela diversidade de experiências e pela ampliação dos espaços de liderança.

“Trazer o Women in Carbon para a CBCC é reconhecer o papel fundamental das mulheres em todas as etapas desse mercado. Queremos ampliar conexões, dar visibilidade a diferentes trajetórias e fortalecer uma rede que já tem uma participação decisiva na agenda climática brasileira”, afirmou Julie.

 


 

O Women in Carbon Brasil reúne hoje mais de 370 mulheres e se consolidou como o maior capítulo da rede global.