Coalizão pelo REDD+ fortalece conservação e investimentos

Aliança Brasil NBS, GCF Task Force e ABEMA anunciam Coalizão pelo REDD+

Iniciativa reunirá governos subnacionais, setor privado, desenvolvedores de projetos e sociedade civil para fortalecer o REDD+, ampliar investimentos em conservação e promover desenvolvimento socioeconômico nos territórios

A Aliança Brasil NBS, o GCF Task Force e a Associação Brasileira de Entidades Estaduais de Meio Ambiente (ABEMA) anunciam a criação da Coalizão pelo REDD+, uma iniciativa multissetorial que nasce para fortalecer a articulação entre governos subnacionais, setor privado, desenvolvedores de projetos e organizações da sociedade civil em torno da conservação florestal e dos mercados de carbono.

O anúncio ocorre no contexto da 4ª Conferência Brasileira Clima e Carbono (CBCC), após uma série de diálogos entre representantes dos setores público e privado sobre os caminhos para ampliar o financiamento da conservação e transformar os compromissos climáticos brasileiros em investimentos e resultados concretos nos territórios.

A Coalizão será um espaço permanente de articulação, voltado à construção de uma agenda convergente para o REDD+, ao fortalecimento do diálogo com o governo federal e à busca de soluções para os desafios regulatórios e institucionais que ainda limitam o acesso do Brasil às oportunidades do mercado global de carbono.

Como um dos encaminhamentos da 4ª Conferência Brasileira Clima e Carbono (CBCC), foi acordado avançar na estruturação da Coalizão, que contará, inicialmente, com o suporte operacional da Aliança Brasil NBS e do GCF Task Force. A adesão está aberta a novos participantes e um cronograma de trabalho, com a definição das primeiras prioridades e agendas de atuação, encontra-se em fase de elaboração.


Conservação como estratégia de desenvolvimento

A iniciativa parte do entendimento de que conservar as florestas brasileiras é, além de uma prioridade climática e ambiental, uma oportunidade de desenvolvimento econômico e social.

Os investimentos em REDD+ podem mobilizar capital para regiões historicamente carentes de investimento privado, gerar empregos e renda, fortalecer a governança territorial, ampliar a arrecadação e criar alternativas econômicas associadas à conservação.

Esse desafio é particularmente relevante na Amazônia Legal, onde vivem cerca de 30 milhões de pessoas e onde a redução do desmatamento precisa estar associada à construção de oportunidades econômicas capazes de gerar desenvolvimento e melhorar a qualidade de vida nos territórios.


Um momento decisivo para o REDD+

A criação da Coalizão ocorre em um momento estratégico para o Brasil. A implementação do Sistema Brasileiro de Comércio de Emissões (SBCE), o avanço dos mecanismos do Artigo 6 do Acordo de Paris e a crescente convergência entre os mercados voluntários e regulados de carbono abrem novas oportunidades, mas também exigem clareza e segurança regulatória.

Entre os temas que deverão integrar a agenda da Coalizão estão a integração entre diferentes mecanismos de mercado, regras para evitar dupla contagem, modelos de aninhamento entre iniciativas jurisdicionais e projetos privados, salvaguardas socioambientais robustas e verificáveis e condições que assegurem previsibilidade aos investimentos.

O Brasil reúne uma combinação singular de ativos naturais, experiência acumulada, capacidade institucional e iniciativas públicas e privadas de conservação. O desafio agora é transformar esse potencial em escala, garantindo que os recursos mobilizados pela economia do carbono cheguem aos territórios e contribuam efetivamente para sua transformação social e econômica.

A Coalizão pelo REDD+ nasce para fortalecer essa construção coletiva, aproximando governos, empresas e sociedade civil em torno de uma agenda capaz de conciliar conservação das florestas, integridade ambiental, investimento e desenvolvimento socioeconômico.

CBCC 2026 coloca em debate os próximos passos da agenda de carbono e Soluções Baseadas na Natureza no Brasil

4ª Conferência Brasileira Clima e Carbono acontece nos dias 27 e 28 de agosto, em São Paulo, em um momento marcado pela implementação do SBCE e por novas oportunidades de investimento climático.

 

São Paulo, agosto de 2026 – A regulamentação do Sistema Brasileiro de Comércio de Emissões (SBCE), o avanço do Artigo 6 do Acordo de Paris e a crescente demanda por soluções climáticas abrem uma nova etapa para a economia de baixo carbono no país. É nesse cenário que a Aliança Brasil de Soluções Baseadas na Natureza promove, nos dias 27 e 28 de agosto, no Memorial da América Latina, em São Paulo, a 4ª Conferência Brasileira Clima e Carbono (CBCC).

A edição de 2026 terá como foco os desafios para transformar o potencial brasileiro em escala, financiamento e resultados concretos. A programação conecta temas que hoje estão no centro das decisões públicas e privadas: demanda, integridade, regulação, financiamento climático, REDD+, remoções, agricultura regenerativa, monitoramento, certificação e participação de povos indígenas e comunidades tradicionais.

Representantes do Governo Federal e dos estados estarão ao lado de empresas, instituições financeiras, investidores, desenvolvedores de projetos, certificadoras, academia e organizações da sociedade civil, ampliando a interlocução entre quem formula políticas, desenvolve soluções, mobiliza capital e atua diretamente nos territórios.

Para Julie Messias, diretora-executiva da Aliança Brasil NBS, o país vive uma oportunidade de consolidar vantagens que vão além da disponibilidade de ativos naturais.

 


“Temos uma combinação muito particular de ativos naturais, conhecimento, experiência e capacidade de desenvolver soluções climáticas em escala. O desafio é criar as condições para que esse potencial se converta em investimento, conservação e desenvolvimento nos territórios. A CBCC busca contribuir justamente para esse avanço, aproximando quem regula, quem investe, quem desenvolve e quem está na ponta das soluções”, afirma Julie Messias.



Do desenho regulatório ao investimento

No primeiro dia, 27 de agosto, a programação parte de uma perspectiva global para discutir o posicionamento brasileiro na nova economia do carbono, a formação da demanda, a convergência entre os diferentes mecanismos de mercado e as condições para ampliar investimentos em Soluções Baseadas na Natureza.

Tecnologia e capacidade de mensuração também ganham espaço, com discussões sobre monitoramento da cobertura vegetal e dos estoques de carbono e sobre a aplicação de satélites, dados e inteligência artificial aos sistemas de mensuração, reporte e verificação (MRV).

No dia 28 de agosto, o foco se volta aos avanços do SBCE, à atuação dos governos subnacionais, às remoções de carbono, aos modelos econômicos associados às florestas, à agricultura como solução climática, à inclusão de povos indígenas e comunidades tradicionais e aos caminhos para a certificação.

A agenda também buscará responder a uma questão determinante para os próximos anos: como mobilizar a demanda e o capital necessários para ampliar os investimentos em NBS no país? A discussão envolverá empresas, instituições financeiras, investidores e demais agentes capazes de conectar compromissos climáticos a investimentos concretos.

 



Petrobras integra debate sobre demanda por NBS

A Petrobras, patrocinadora diamante da CBCC 2026, participa da programação no painel dedicado à nova demanda por NBS, que discutirá a perspectiva dos compradores e investidores e os fatores considerados na tomada de decisão para alocação de recursos nessa agenda.

A CBCC chega à quarta edição após três encontros que, juntos, somaram mais de 2 mil participantes. Ao longo desse período, a iniciativa acompanhou uma transformação significativa da agenda brasileira, que avançou da discussão sobre o potencial dos mercados de carbono para uma etapa marcada por decisões regulatórias, implementação e necessidade de escala.

 


“Estamos entrando em uma fase muito mais concreta. Regulação, financiamento, tecnologia, integridade e desenvolvimento territorial precisam conversar entre si. Mais do que discutir o potencial brasileiro, queremos discutir quais decisões precisam ser tomadas agora para que esse potencial se materialize”, destaca Julie Messias.



Serviço

4ª Conferência Brasileira Clima e Carbono – CBCC 2026

Data: 27 e 28 de agosto de 2026
Local: Memorial da América Latina – São Paulo (SP)
Realização: Aliança Brasil de Soluções Baseadas na Natureza – Aliança Brasil NBS
Contatos: conferencia@nbsbrazilalliance.org | +55 61 99133-2316

 



Patrocinadores CBCC 2026

• Diamante: Petrobras.
• Platina: Agrocortex, brCarbon, Carbonext, ELO, SCCON Geospatial | Planet e Sylvera.
• Ouro: Biofílica, Chloris Geospatial, Chrysalabs, Equitable Earth, OMA atiivos ambientais, MyCarbon e WildLife Works.
• Prata: ECORA, OPIS e Systemica.
• Bronze: ACX, B3, Biofix, Carbô e Trech Rossi Watanabe.
• Apoio: Eveniz, FSC, GCF, Latam, Natura, Neocert e Universidade do Carbono.
• Apoio Institucional: Memorial da América Latina, Governo do Estado de São Paulo.
• Realização: Aliança Brasil NBS