Belém — A COP30 representou um marco relevante para as negociações climáticas, ao posicionar as florestas no centro do debate internacional e reconhecer sua importância estratégica para enfrentar a crise climática. A conferência avançou em temas-chave como integridade dos mercados de carbono, rastreabilidade, financiamento climático e instrumentos para a implementação de soluções baseadas na natureza (NBS), evidenciando o papel do Brasil como protagonista na agenda global.
Inserida nesse contexto, a Aliança Brasil NBS teve participação ativa e estratégica em múltiplos espaços da COP30, contribuindo com debates e propostas voltadas ao fortalecimento do mercado de carbono e à promoção de NBS com impacto real nos territórios. A organização levou sua agenda a espaços como a AgriZone, Green Zone, ABDI, Pavilhão Pará, Pavilhão Brasil (Blue Zone) e ao espaço do Amapá, reunindo representantes do setor privado, lideranças comunitárias, pesquisadores e gestores públicos.
Os debates abordaram temas como REDD+ jurisdicional e em projetos, ações de ARR (aforestamento, reflorestamento e regeneração natural), ALM (manejo agrícola com baixa emissão), rastreabilidade, salvaguardas socioambientais, bioeconomia, financiamento climático e estratégias para geração de crédito com integridade. A atuação da Aliança contribuiu para destacar que as NBS, quando bem implementadas, são instrumentos concretos de restauração de paisagens, manejo sustentável, conservação florestal, geração de renda e construção de segurança climática.
Na AgriZone, os painéis trataram de integridade no carbono florestal, rastreabilidade e experiências de restauração em áreas privadas, reforçando a importância de metodologias robustas e de um ambiente regulatório confiável. No Pavilhão Pará, o debate girou em torno do financiamento climático, das parcerias entre empresas e comunidades e dos avanços do REDD+ em nível jurisdicional. No espaço da ABDI, na Green Zone, a Aliança participou do painel “Amazônia para o Mundo: Bioeconomia como Caminho para a Transição Ecológica”, abordando a conexão entre produção sustentável, ciência e valorização dos ativos florestais e agrícolas.
A Aliança também marcou presença no painel “Ater Mulher: Mulheres Rurais, Autonomia, Alimentação e Vidas Saudáveis”, promovido pela Emater-Pará. A discussão destacou o papel das mulheres na gestão dos territórios, na produção sustentável e na implementação de soluções como REDD+, ARR e ALM. O protagonismo feminino foi reconhecido como essencial para o fortalecimento das cadeias produtivas sustentáveis e para a ampliação da resiliência climática nas comunidades rurais.
Em diferentes painéis, foi reforçada a necessidade de fortalecer a integridade e a transparência dos mercados climáticos, garantir rastreabilidade dos projetos, consolidar modelos de governança com participação social e estruturar instrumentos de financiamento que alcancem o território. A Aliança Brasil NBS reiterou seu compromisso com soluções baseadas na ciência, com impacto social positivo e com resultados mensuráveis, destacando a urgência de ampliar parcerias público-privadas e consolidar políticas nacionais e subnacionais alinhadas à agenda de clima e biodiversidade.
Ao longo de sua atuação na COP30, a Aliança contribuiu para reforçar o papel do Brasil como liderança global na construção de mercados de carbono com integridade, promovendo soluções que conectam restauração, manejo e produção sustentável, por meio de REDD+, ARR e ALM, e fortalecendo o ecossistema nacional de soluções baseadas na natureza.




