Soluções baseadas na natureza – Expectativas para a COP30

Com a Amazônia no centro do mundo, a COP30 será um teste decisivo para transformar promessas climáticas em compromissos reais. Para a Aliança Brasil NBS, esse é o momento de unir território, investimento e política pública em torno de um objetivo comum: frear a crise climática.

Julie Messias, diretora executiva da Aliança, tem destacado a necessidade de reconhecer e valorizar a contribuição de diferentes atores — inclusive do setor privado — para as metas climáticas do país. “É importante que o Brasil reconheça a contribuição do setor privado para o alcance das metas da NDC brasileira, valorizando os investimentos realizados em soluções baseadas na natureza.”

Outro ponto central é a valorização das práticas que já existem nas comunidades e territórios tradicionais. “Não podemos falar de inovação sem olhar para as práticas que já existem nas comunidades. A bioeconomia começa ali.”

Por fim, a Aliança aposta no diálogo como caminho para resultados duradouros. “O processo depende de diálogo e construção conjunta entre governo, sociedade civil e setor privado.” A COP30, ao ser realizada na Amazônia, deve ser palco para que esse diálogo se traduza em políticas e investimentos concretos.

Mais do que um evento diplomático, a conferência em Belém será uma oportunidade para o Brasil mostrar liderança real e reposicionar seus ativos ambientais como parte da solução climática global.

Aliança Brasil NBS participa de podcast sobre preservação florestal rumo à COP30

A diretora executiva da Aliança Brasil NBS, Julie Messias, participou da gravação do podcast “COP30: Muito Além de Belém!”, no episódio dedicado à Preservação Florestal. A iniciativa é promovida pela ACX Brasil, primeira bolsa de créditos de carbono do país, operando em parceria com a B3, e conta com o apoio técnico da HSM Management.

O episódio reuniu especialistas e representantes de diferentes setores para discutir os desafios e oportunidades da conservação florestal no Brasil no contexto da COP30, que será realizada em Belém (PA) em 2025. Além da diretora da Aliança, participaram Natalia Renteria e David Canassa, e, pela ACX, Lourdes Machado e Carlos Mathias, entrevistados por Luciana Marcelino, da HSM.

Durante o diálogo, foram abordados temas como o papel do mercado de carbono na valorização das florestas, a importância das Soluções Baseadas na Natureza (NBS) para o cumprimento das metas climáticas e o fortalecimento da governança ambiental no país.

“Discutir preservação florestal de forma integrada, considerando os aspectos ambientais, econômicos e sociais, é essencial para que o Brasil avance em uma agenda climática robusta e inclusiva. As Soluções Baseadas na Natureza têm papel central, promovendo desenvolvimento com conservação,” destacou Julie Messias, diretora executiva da Aliança Brasil NBS.

O podcast “COP30: Muito Além de Belém!” faz parte de uma série de seis episódios que buscam ampliar o debate sobre a conferência e promover diálogos setoriais estratégicos entre lideranças e especialistas em sustentabilidade, finanças climáticas e conservação ambiental.

A Natureza em Ação: o papel das Soluções Baseadas na Natureza do Brasil rumo à COP30

Brasil evidencia o papel das soluções baseadas na natureza na preparação para a COP30

Na reta final de preparação para a COP30, a Aliança Brasil NBS realiza três painéis na série de webinars promovida pela Natural Climate Solutions Alliance (NCSA). A iniciativa reúne experiências concretas de comunidades, empresas e governos que estão impulsionando soluções baseadas na natureza como eixo central da ação climática.
Nos dias 22 e 23 de outubro, especialistas e lideranças dos setores público e privado discutirão oportunidades e desafios da agenda climática brasileira, com ênfase em mercado de carbono, restauração florestal e agricultura sustentável.

22 de outubro

• Economia da Restauração e Mercado de Carbono: novos caminhos para a valorização de ativos florestais no Brasil.
• Carbono na Agricultura: oportunidades e desafios para uma produção sustentável.

23 de outubro

•Projetos Privados e o SBCE: contribuições brasileiras para um mercado de carbono com integridade e escala.

A série integra uma mobilização global em torno das soluções climáticas naturais, reforçando o papel do Brasil como referência internacional na transição para uma economia de baixo carbono.
Mais informações e a programação completa estão disponíveis nos canais oficiais da Aliança Brasil NBS.

 

 

Faltam 20 dias para a COP30, em Belém do Pará.

Mais de três décadas após o marco histórico da Eco 92, o Brasil sedia a conferência das partes da ONU sobre o clima, desta vez na Amazônia.

A realização da COP30 representa um grande desafio e, ao mesmo tempo, uma oportunidade única para o país. O poder público, a sociedade civil organizada e o setor privado têm somado esforços para que o Brasil esteja à altura deste momento, que vai muito além da logística e da infraestrutura: trata-se de reafirmar o compromisso nacional com o futuro do planeta.

Neste percurso, é essencial não perdermos o foco do propósito da conferência, que é fortalecer a ambição climática global. Desde a atualização dos documentos em negociação e das Metas Nacionalmente Determinadas (NDCs) até o avanço do financiamento climático e das agendas de mitigação e adaptação, todos os temas convergem para uma mesma direção: transformar compromissos em resultados concretos.

Para o Brasil, país que abriga biomas estratégicos e a maior floresta tropical do mundo, a COP30 é a chance de mostrar ao mundo exemplos reais e lições aprendidas com projetos de Soluções Baseadas na Natureza (NBS). Essas iniciativas contam com a participação ativa dos povos indígenas, povos e comunidades tradicionais e têm gerado co-benefícios ambientais, sociais e econômicos, impulsionando o desenvolvimento sustentável em regiões remotas e valorizando comunidades que há séculos cuidam da floresta.

O setor privado tem avançado em compromissos e entregas, fortalecendo parcerias que unem conservação, geração de renda e inovação.

A Aliança Brasil NBS vem participando ativamente dos eventos pré-COP, contribuindo com o diálogo técnico e político sobre a importância das Soluções Baseadas na Natureza para o cumprimento das metas climáticas. Durante a conferência, estará presente em agendas estratégicas voltadas às NBS, ao lado das empresas que formam a Aliança, que levarão cases e lições aprendidas de projetos de restauração, conservação e agricultura regenerativa em diferentes biomas brasileiros.

Na Amazônia, o clima não é um tema de debate, é uma questão de sobrevivência e de oportunidade.

 

 

Aliança Brasil publica contribuição técnica sobre ITMOs

A Aliança Brasil NBS publica o documento “Recomendações sobre Resultados de Mitigação Transferidos Internacionalmente (ITMOs)”, uma contribuição técnica ao debate internacional sobre os mecanismos de cooperação previstos no Artigo 6 do Acordo de Paris.
O texto reúne análises, dados e evidências científicas e econômicas que reforçam o papel estratégico das Soluções Baseadas na Natureza para a implementação das metas climáticas globais e nacionais. Essas soluções têm se mostrado essenciais para enfrentar a crise climática, unindo redução de emissões, conservação da biodiversidade e desenvolvimento socioeconômico nos territórios onde são aplicadas.
A publicação destaca o potencial do Brasil como protagonista mundial em soluções climáticas naturais, dado seu vasto patrimônio ambiental, sua experiência em políticas subnacionais e sua capacidade de gerar créditos de alta integridade. Também evidencia que os mecanismos de cooperação internacional podem ampliar investimentos e acelerar a transição para uma economia de baixo carbono, com ganhos sociais e ambientais diretos para as populações locais.

Entre as recomendações apresentadas pela Aliança, destacam-se:

  • Reconhecer e valorizar as Soluções Baseadas na Natureza como instrumentos legítimos e estratégicos para o alcance das metas climáticas;
  • Promover padrões robustos de integridade e transparência, assegurando adicionalidade e permanência dos resultados de mitigação;
  • Aprofundar estudos técnicos e econômicos sobre os benefícios das abordagens cooperativas previstas no Artigo 6;
  • Fortalecer o alinhamento internacional do Brasil com as melhores práticas e diretrizes da UNFCCC;
  • Incentivar o diálogo multissetorial e a colaboração entre o poder público, o setor privado e a sociedade civil na agenda climática.

Com esta contribuição, a Aliança reafirma seu compromisso em promover uma agenda climática baseada na ciência, na integridade e na inclusão, fortalecendo o reconhecimento das Soluções Baseadas na Natureza como pilares centrais para o desenvolvimento sustentável e para o protagonismo brasileiro na ação climática global.